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Destiny | Ascensão do Ferro é uma nova chance para se tornar um Guardião! (Impressões)

A mais nova e aguardada expansão de Destiny, Ascensão do Ferro, é uma oportunidade em duas vias. Para quem desacelerou com o game há alguns meses é uma ótima oportunidade de retornar para o que considero um dos melhores jogos da atual geração de consoles, independente de todas as polêmicas que Destiny já causou. Só que melhor ainda é a oportunidade para aqueles que estão chegando somente agora ao universo do game. Novos Guardiões estão sendo recrutados graças a ideia do lançamento Destiny – The Collection, que reúne todo o game original e expansões já lançadas.

Só posso imaginar o quão maneiro deve ser conhecer Destiny agora, após tantos patchs, correções, e acertos que a Bungie fez desde seu lançamento original, em setembro de 2014. A quantidade de Assaltos, RAIDs, mapas e modos de multiplayer no Crisol, além das muitas campanhas espalhadas por quatro expansões (A Ameaça Subterrânea, Casa dos Lobos, O Rei dos Possuídos e Ascensão do Ferro), fora a quantidade de armaduras e armas que o game possui atualmente. Destiny para quem está chegando agora é um verdadeiro banquete, com tudo que se pode imaginar. E o melhor de tudo é que o preço é razoável, até se for pensar o quanto quem já está na onda do game desde 2014 já gastou individualmente por cada um dos novos DLCs. Jogamos antes, porém gastamos (muito) mais. Portanto, não consigo imaginar um momento mais adequado para aproveitar o título, pagando menos.

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E talvez este seja o último bom momento para tal, pois muito se espera que 2017 seja o ano em que conheceremos Destiny 2, na esperança de que o game saia ainda no mesmo ano. Isso certamente fará o primeiro game se aposentar. Entretanto até lá, ainda há um grande peso e valor no game atual. Não é porque outro está vindo que isso vá justificar que já não vale mais a pena jogar o primeiro título. Não! Com todo esse conteúdo, o primeiro game não é um conteúdo que mereça ser desprezado.

Os Senhores do Ferro

Dito isso, não significa que de uma forma isolada, a expansão Ascensão do Ferro seja a maior e melhor expansão que Destiny recebeu desde seu lançamento. É uma das mais legais, mas nem de longe é a maior ou melhor. Em termos comparativos com O Rei dos Possuídos do ano passado, a Ascensão do Ferro é um pouco menor, especialmente a sua campanha e aquele sentimento para com a história do universo do game. Trata-se de uma evento mais isolado, sem se comunicar previamente com todas as pontas soltas da história do primeiro game.

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A campanha com os Senhores do Ferro é bem curtinha, com apenas cinco missões principais, que podem ser concluídas de uma maneira tão rápida que isso pode lhe assustar em um primeiro momento. Claro que depois disso acabei percebendo que o game tem muito mais a oferecer. As missões de quests secundárias e segredos desta DLC são bem mais engenhosas que as de O Rei dos Possuídos. Além disso há novos assaltos, um novo modo no Crisol, assim como novos mapas no multiplayer, além de um novo espaço social e de patrulha, fora a nova Raid, chamada a A Ira da Máquina.

No geral é uma boa expansão, mas não achei tão memorável quanto as anteriores. A impressão que tive é que essa foi a verdadeira primeira expansão do game, enquanto as demais sempre me pareceram como um pedaço do game que originalmente deveriam estar no lançamento em 2014, mas que a Bungie resolvera aumentar e vender à parte do conteúdo original.

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A história dos Senhores do Ferro é interessante, ainda que tenha tido a sensação de que o game traz todo seu conteúdo de uma forma apressada, sem detalhar demais a respeito da ameaça há muito tempo lacrada pelos antigos Senhores do Ferro, na qual o Lorde Saladino foi o único sobrevivente. E sua última missão, bem, é uma ideia incrível, sem o peso dramático que deveria estar ali inserido, especialmente pelo combate final.

Foi inevitável pensar, de uma certa forma, que a tal infecção SIVA se parece muito com o conceito da praga FLOOD de Halo, especificamente por saber que a Bungie foi quem criou e desenvolveu o primeiro Halo, na qual o conceito de uma praga há muito tempo lacrada acabou sendo liberada. Há muita semelhança entre estes eventos. No mais, me peguei imaginando se a SIVA não pode vir a ser uma ponte para o desenrolar da história de Destiny 2. Me peguei imaginando o que ocorreria se a SIVA infectasse, por exemplo, o Viajante adormecido. Seria um ponto interessante para se começar o próximo game.

Sem mencionar que gostaria de ter visto a SIVA sendo aplicada em outros locais, em outras raças do game, e não apenas aos decaídos. É algo que poderia ser expandido e explorado para muito mais inimigos. Os possuídos foram na expansão passada. Talvez isso ocorra mais à frente, em futuros updates para esta expansão.

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Visualmente apenas parte da expansão me impressionou. A nova área social, O Templo de Ferro, é realmente muito bonito, entretanto, a Rússia e o Cosmódromo com uma roupagem de inverno não me impressionaram tanto quanto as áreas criadas para o Rei dos Possuídos. Até me pergunto porque a Bungie decidiu que esta seria a primeira expansão na qual a geração do PlayStation 3 e Xbox 360 não suportaria. Até onde vi, não há realmente nada ali que não pudesse rodar sem problemas nos consoles da geração passada. Talvez seja apenas a desculpa mesmo para fazer os jogadores migrarem para a nova geração, ou apenas o trabalho que estivesse sendo manter o game atualizado em duas plataformas de gerações diferentes. Em todo caso, me parece que acabou sendo uma grande perda para quem ainda jogava Destiny nos antigos consoles.

Uma curiosidade é que os desenvolvedores disseram várias vezes que esta nova expansão foi inspirada na roupagem de Game of Thrones, com o tema do inverno, os lobos, a ideia da casa dos Senhores do Ferro etc. Certamente há um clima em torno do seriado da HBO, mas não acho que em termos de impacto, isso não cause o estrondo que inicialmente um fato assim parece soar.  Ao saber disso, antes do lançamento da expansão, acabei esperando uma campanha épica, algo inesperado ou impensado e, no fim, é aquele mesmo Destiny que previsivelmente todos os fãs já o conhecem. Não que isso seja algo ruim. Apenas me deu uma impressão meio errada.

A Cenourinha de Ferro

Muito já se falou sobre Destiny ser aquele tipo de game que coloca uma cenoura na cara do jogador, impulsionando-o sempre a fazer determinadas ações em determinados ciclos. A eterna busca pelo loot do dia, por melhores equipamentos, melhores armas, melhor nível. Independente se, para isso, o jogador estiver sempre fazendo exatamente a mesma coisa, seja assaltos, RAIDs ou infinitas patrulhas.

Com a nova expansão, a cenourinha de Destiny segue no mesmo formato já estabelecido pelo game até agora. O jogador vai terminar boa parte do conteúdo inédito rapidamente para logo em seguida se focar nos ciclos e nos mesmos eventos repetidamente, de novo e de novo.

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O curioso é que não vejo isso exatamente como um problema. Essa repetição não é diferente de, por exemplo, partidas de multiplayer online.  Você pode até justificar que a interação contra outros jogadores reais é diferente da interação programada contra o código da máquina, porém na minha opinião o que realmente conta aqui é o fator diversão. Você se diverte repetindo os ciclos em Destiny? Seja jogando patrulha, assaltos ou no Crisol? Se sim, o game cumpriu seu objetivo.

A verdade é que sem a recompensa e sem a diversão, esse papo de cenoura em Destiny dificilmente funcionaria. E o que me parece é que em Ascensão do Ferro, os desenvolvedores tomaram um cuidado interessante em tornar a área pública, assim como seus eventos e contratos muito mais interessantes e atraentes aos jogadores do que foram tais elementos em O Rei dos Possuídos. Nesse ponto, esta nova expansão se sobressai melhor do que a expansão anterior.

A tal Terras Pestíferas, a nova área aberta na Terra para Patrulha nesta nova expansão pode soar meio estranha, até meio chata nos seus primeiros momentos, mas é fácil perceber que ali se escondem mais segredos do que o jogador pode imaginar. São áreas escondidas, que são abertas apenas com chaves recolhidas em batalhas contra Ultras nesse espaço, são novas missões como caçar determinados alvos que ativam hordas de decaídos e até mesmo a busca por oferendas de SIVA para conseguir entrar na Forja do Arconde, uma das melhores adições dessa nova expansão.

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O melhor desse novo espaço de Patrulha é que ao contrário de outras localidades em outros planetas ou até mesmo no antigo Cosmódromo da Terra, essa nova área possui muito menos corredores vazios e muito mais áreas abertas e com intenso combate. Chegou a superar o espaço de Patrulha na Lua, que até então era meu lugar favorito de todo o game. Lamento apenas que os locais de Eventos Públicos sejam poucos, demorados e em apenas três lugares (sendo que só consegui ver esse evento em dois locais até o momento da publicação destas impressões). Era de se esperar que nesse momento a Bungie já devesse ter percebido que eles precisam ser mais frequentes, em mais locais e até mesmo com uma variação melhor. Mesmo assim, ainda é o melhor espaço de Patrulha que Destiny já recebera.

Reservo um parágrafo para elogiar especificamente o evento da Forja do Arconde, que consiste em um evento público opcional, na qual um jogador oferece um item em uma arena localizado em uma sala específica dentro de uma das áreas de patrulha do game, a Fortaleza do Arconde, e com isso se inicia um evento que lembra muito o esquema de Horda de Gears of War, na qual consista na chegada massiva de Decaídos em um espaço apertado, com um tempo em contagem regressiva para que todos os Guardiões ali consigam derrotar todos e assim ganhar recompensas. É frenético, é difícil, é divertido.

O bacana é que no momento, a Forja do Arconde funciona como uma espécie de arcade de fliperama coletivo. Apenas um jogador coloca a ficha na máquina e todo mundo pode jogar. Ao final da rodada, na própria arena algum inimigo derruba uma ficha que algum jogador pode pegar e colocar na máquina novamente para que todo mundo continue jogando. Isso pode acontecer por inúmeras vezes, até os jogadores se cansarem ou alguém sair e levar a ficha da próxima partida consigo (e ninguém mais tiver fichas).

A Forja ainda possui níveis de dificuldades, indo da mais fácil até ao mais extremo em algumas leves e pequenas variações. Nesse momento fiquei desejando que houvessem ainda mais variações, como ocorre na Prisão dos Anciões, que é um modo de Destiny que acho mais burocrático do que precisaria ser, e por isso é um tanto que meio abandonado, como se os jogadores não jogassem tanto quanto deveriam. A Forja do Arconde acabou sendo um excelente acréscimo a Ascensão do Ferro. Torço para que eventualmente Cabais e Possuídos possam fazer parte desse modo, invadindo a Forja dos Decaídos de alguma maneira.

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É esse tipo de cenourinha que Destiny possui, mas que é tão apetitosa, que o jogador não se sente ofendido ou cansado apenas porque está repetindo ciclos de uma mesma coisa. O importante aqui é continuar sendo algo divertido. E isso Destiny ainda é pra caramba.

Outros conteúdos de Ferro

Além de uma campanha curtinha, algumas jornadas secundárias importantes (especialmente pelas recompensas por armas exóticas) e novas patrulhas com diversos segredos para serem explorados, a nova expansão de Destiny também apresenta novidades no Crisol, com uma nova modalidade chamada Supremacia.

Não é nada realmente inédito no mundo competitivo online, sendo que vários games possuem tal modalidade. Supremacia nada mais é do que o famoso modo “Morte Confirmada”, que consiste que o jogador mate um inimigo e recolha o brasão dessa morte. Em time, qualquer outro jogador do mesmo pode recolher essa morte, ou o time adversário pode recolher e negar o ponto. Só se pontua se realmente pegar o brasão. Não adianta apenas matar o jogador. Isso dificulta o combate a longa distância, como no caso de snipers, por exemplo. Os jogadores precisam estar em movimento e avançar frente as linhas inimigas, caso queira o ponto pelo brasão.

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Há dois pontos legais aqui. Primeiro é que é uma modalidade de multiplayer na qual jogadores sorrateiros e ladrões possuem uma certa vantagem, deixando jogadores se matarem e recolher os brasões de tais mortes, fazendo assim com que seu time pontue, mesmo que você seja muito ruim em matar adversários. E também porque ao cair um brasão na partida ele é mostrado para todos os jogadores da partida, inimigos ou amigos, o que faz com que os jogadores se concentrem na área do brasão visível, sendo que muitos armam armadilhas e emboscadas próximos a tais brasões.

É um modo que cria momentos e experiências diferentes dos outros modos no Crisol. Não é uma reinvenção da roda, mas é um modo aditivo e interessante para o Crisol, que por bem ou mal, já vinha dando sinais de cansaço há tempos. Há mapas novos também, ainda que sinta que os melhores mapas de Destiny ainda sejam os clássicos que vieram junto com o lançamento original do game em 2014. São boas adições, mas que não me impressionaram tanto quanto gostariam que impressionassem.

Além disso, como não pode faltar em toda nova expansão, Destiny traz uma nova RAID, ou Incursão como é oficialmente traduzido pelo game (e meio que ninguém gosta desse nome). A Ira da Máquina foi lançado oficialmente na sexta-feira, dia 23 de setembro, e não demorou muito para que um grupo de jogadores a vencesse no mesmo dia. Hoje, após um final de semana, já é possível assistir a RAID inteira no You Tube.

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Tal como já disse por diversas vezes aqui no site, acho errado o sistema das RAIDs em Destiny. Não sou contra elas funcionarem em grupos de amigos, e entendo os motivos na qual ela precise desse recurso. Entretanto sigo com a minha opinião de que tal qual A Prisão dos Anciões ou qualquer outro evento em Destiny, as RAIDs também deveriam ter um matchmaking, ou seja, uma busca por jogadores online, ainda que isso desse recompensas menores. A bem verdade é que ainda existem muitos jogadores que não jogam ou possuem dificuldades para jogar as RAIDs por causa dessa obrigatoriedade de terem amigos online, com o game, com nível alto de luz, com disposição de horários etc. Acaba sendo uma burocracia desnecessária e que limita a comunidade a experimentar um dos modos mais populares do game.

Dito isso, já deixo bem claro que ainda não joguei A Ira da Máquina, ainda que já tenha a assistido por inteira no You Tube. Aliás, apesar de já ter jogado algumas RAIDs, foram realmente poucas as ocasiões e nunca sequer terminei alguma. Minha disponibilidade de horário nunca é boa, especialmente para ficar tanto tempo jogando ou criar aquele compromisso inadiável de se encontrar com o mesmo grupo dias seguidos de uma semana para fechar algumas das RAIDs existentes no game.

Os jogadores mundo afora continuam pedindo por matchmaking nas RAIDs, e a Bungie continua dizendo que está ouvindo e avaliando isso, ainda que essa conversa já esteja se alastrando por mais tempo do que normalmente deveria. Porém, vale dizer, que as partidas privadas no Crisol até então eram impossíveis em Destiny e a nova expansão liberou isso para todos os jogadores de Destiny. Uma inesperada surpresa. Há então uma pequena luz de esperança nessa história de que um dia possam rolar RAIDs com matchmaking.

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A Bungie também já disse que Ascensão do Ferro não é uma expansão liberada de uma única vez. Mais coisas devem surgir nas próximas semanas e meses. Incluindo novas missões extras, contratos e eventos públicos. Resta saber se neste ponto do game o estúdio está disposto a ir muito mais além e liberar as RAIDs para mathcmaking, ou se é algo que os jogadores somente irão ver em Destiny 2. É esperar e ver o que acontece.

Sei que há uma chance de surgirem aqui no post os defensores das RAIDs sem matchmaking, e bem, não vou comentar ou tentar explicar o porque discordo que as RAIDs não possam funcionar além do sistema presente atualmente no game. Há uma reflexão bem completa publicada aqui no site acerca do assunto, então a quem se interessar, basta dar uma lida nesta matéria.

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No mais, fico apenas ansioso pela próxima Bandeira de Ferro. Não que com a nova expansão muita coisa vá mudar em um dos eventos mais tradicionais de Destiny. Agora Lorde Saladino vai convocar os Guardiões no Templo de Ferro, não precisará mais ir até a Torre – o que aliás deixa a pergunta se o piso superior da Torre não irá mais abrir ou, se vai, que eventos serão colocados lá. E no que diz a Bandeira de Ferro, o que podemos esperar? O modo Supremacia? Recompensas realmente fantásticas? A resposta deve vir em algumas semanas.

Uma das últimas novidades legais dessa expansão é o Livro dos Senhores de Ferro, que mostra o progresso dos jogadores pelas novas atividades da expansão e suas recompensas. É um guia para correr atrás e descobrir alguns dos segredos presentes no DLC. Fora que é uma maneira bem organizada de ver tudo que será feito a partir desde ponto no game.

Vale ou não vale?

Como disse lá no começo, Destiny chega agora em setembro para dois tipos de públicos: aqueles que nunca jogaram Destiny e para quem já está jogando-o nestes últimos anos. Para quem nunca jogou, a indicação é clara e até óbvia: este é um excelente momento para entrar neste universo. De ter um game que vai lhe render centenas de horas fácil. No meu registro do Xbox, Destiny já soma mais de 485 horas com o game ligado. É muito conteúdo, que vale o preço da atual versão completa.

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Agora quanto aqueles que só precisam da expansão Ascensão do Ferro, eis que tenho que admitir que o valor do DLC está um pouco mais do que deveria estar. Me lembro de The Taken King ano passado chegar a custar por aqui em torno de 100 reais (e já achar caro), e agora, Ascensão do Ferro está sendo vendido tanto no Xbox One quanto no PlayStation 4 no valor de 154 reais! É um valor muito alto pelo conteúdo oferecido aqui, em seu lançamento.

O que mais me parece é a intenção desse valor servir quase como uma mensalidade anual para continuar desfrutando as novidades e adições no mundo de Destiny pelos próximos meses. Pagar para poder jogar os novos modos multiplayers, os novos assaltos, continuar elevando seu nível de luz etc.

É claro que Destiny não vai parar de funcionar para quem não adquirir a nova expansão, entretanto posso imaginar como deve estar sendo a experiência do jogo para que o possui, mas optou por não comprar a expansão. O que é meio chato sim, sei porque passei por isso ano passado.

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O que me leva a pergunta: se a Bungie pedisse por uma mensalidade anual por Destiny, para que os jogadores continuassem ganhando conteúdo constantemente, tal valor não seria justo? Você pagaria? Eu tenho que admitir que consideraria isso fortemente. Entretanto sinto a forçação de barra quando se é cobrado um valor tão alto por um DLC como este. É um risco dizer que Destiny é um dos títulos que tem as expansões mais caras dessa geração, mas que felizmente agrega valor (e muito) ao seu conteúdo final e experiência ao jogador.

É claro que para uma parcela dos jogadores, preço não é um ponto que realmente importa. Por esse ângulo, sem considerar isso, a Ascensão do Ferro não tem tantos problemas que o desmereçam. Há pequenos escorregões aqui e ali, mas nada que impacte negativamente seu conteúdo. Por exemplo, não entendo qual a insistência da programação do game dar tantos engramas verdes para Guardiões que já estão no nível 40 e nunca mais irão equipar um equipamento verde em seu inventário. Pra quê, então? Só para entupir nosso inventário e nos fazer perder tanto tempo quebrando tais itens? É meio estranho, há que se admitir.

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Também não tem que se esperar que Ascensão do Ferro mude ou reinvente Destiny. Não é o momento para isso. O máximo que a Bungie pode fazer, neste ponto do desenvolvimento, é aprimorar as coisas, tal como fez com a possibilidade de partidas privadas. O que se tem nesse ponto é um reflexo daquilo que se precisa melhorar para Destiny 2, sem nenhuma novidade que possa estragar a surpresa para a próxima grande jornada dos Guardiões.

Ainda que tenha gostado dos artefatos novos, ou do peitoral de Titã que o Xur trouxe no último final de semana e que me permite dar um dash no ar em qualquer direção. São pequenas mudanças de mobilidade que mexem um pouco com as bases do game. Algo que certamente aposto que os jogadores notarão muito mais no próximo game.

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O que espero agora é que este meu Guardião, e seu espirituoso Fantasma, possam ser portado para o próximo game. Enquanto isso, sigo minha jornada pelo primeiro game, fortalecendo a minha luz, pois se tem algo que já aprendemos com tantas expansões, é que a cada novo DLC, nada se leva, armas e equipamentos serão sempre novos. Tudo é descartável, exceto sua Luz, que está sempre aumentando.

Ao fim, insisto que gostaria de acreditar que o último sopro que o primeiro Destiny possa vir a testar, seja que mais próximo ao seu fim, que a Bungie libere as RAIDs para matchmaking. Apenas isso. Enquanto isso, é patrulhar, completar assaltos em seu ciclo infinito e competir no Crisol. Parece pouco, mas com isso lá se vão mais algumas dezenas, talvez novas centenas de horas com Destiny.


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Excelente momento para se conhecer Destiny
Ascensão do Ferro parece durar menos que O Rei dos Possuídos
Forja do Arconde e Supremacia são excelentes adições
Inverno? Não causa o impacto visual digno da atual geração
A Cenoura de Destiny segue divertida e viciante
Como um DLC, Ascensão do Ferro tem um preço salgado
No geral, é mais do mesmo. E em Destiny isso é algo bom!

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Thiago Machuca

Fundador e editor do Portallos (2008) e do Ponto de Checagem (2014). 32 anos, formato em Direito, vivendo desde sempre no interior de São Paulo (Vale do Paraíba). Casado e já papai. Games, quadrinhos e seriados são uma paixão desde a infância. Em busca de novos apoiadores que curtam estes projetos e a viabilidade deles crescerem!
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